quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cálice da Desilusão


Noites sem sonhos
Sobre meu peito um punhal
Cravado seu nome
A cada gota vermelha que cai
Respiro nossos últimos momentos
A cada pálido segundo
Saio de mim, deixo meu corpo
Contaminado por você
Dance comigo a nossa última dança
Baile com minhas lagrimas
Beba nosso último cálice
E a escuridão sombria que nos envolve
Com seu manto de desilusão
Sinta meu beijo frio
Guarde seu gosto amargo
Como ultima lembrança
Me pegue em seus braços
Me jogue aos braços da morte
Para que assim possa renascer
Beba meu último cálice
Sem salvação
Sinta minha dor
Me sinta, se sinta sozinho
E como a escuridão perdida
Vagarei por seus sonhos
Serei sua metade mórbida
E lhe completarei a cada dor
Até o ultimo pulsar de seu coração
Estarei bebendo nosso cálice
O cálice da desilusão...




8 comentários:

  1. Nossa Juci, que lindo, um poema gelado, com ilusões, um sentimento amargo límpido mais oco. Suas linhas transmitem uma tristeza profunda, que se revela através de versos intensos e cálidos. Parabéns pela linda sintonia entre as linhas, um grande beijo querida. Tenha uma maravilhosa noite.

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  2. boa noite minha linda!

    Que trágico poema de amor...

    ...um amor forte e indelével...

    Amei!
    bons sonhos e um lindo amanhecer

    beijos
    joana mendes

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  3. Profundo, ardente, louco... E tbém doido... Bjus

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  4. Ovo, eu adoro Evanescence para poemas neste teor.
    Alias, falar sobre desencantos, amores não correspondidos, esperas.... sempre apresentam palavras mais sensíveis, fazendo com que o leitor sinta a passagem.
    Beijos

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  5. Que lindo menina....
    Um beijinho, lindo final de semana Juci =)

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  6. Intenso e amargo,
    mais forte que um desabafo
    mas sincero como deve ser...
    acerta a ferida sem medo,
    mostrando que a desilusão
    te deixa sem chão... ótimo...bjsss

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  7. Olá, Juci!
    Tenho sentido que andas meio triste ultimamente, não fique assim, afaste-se desse cálice, por favor!
    Bjs!
    Rike.

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  8. Juci, zoião azul lindo... porque tanta amargura neste coração... Não beba deste cálice amiga... quebra esta taça e aceite outra, mais doce, mais serena!
    Deixa o tempo banhar de mel o que houver de fel!
    Beijo no coração

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