quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Crescer, ser...


Há se eu soubesse que crescer não era algo assim tão magico
Como eu inocentemente imaginava ser
Que cada centímetro orgulhosamente
Demonstrado em minha fita métrica
Carregava muito mais do que eu poderia imaginar
Que a cada centímetro registrado transformavam-se em responsabilidades
Que os planos todos arquitetados em minha mente juvenil
Se tornariam um grande amontado de caminhos confusos
Um grande labirinto em que muitas vezes 
Pensava não ter saída
A cada centímetro a evolução era notória
Conheci novas formas de amar e reconheci
Todo amor que me foi concedido
Aprendi a perdoar e compartilhar de forma sutil
Todo aquele pequeno aprendizado
Era assustador!!!
Como se dentro de mim houve outro ser
Ganhando forma, traçando novas metas com outros objetivos.
Como se pequenos fragmentos do meu “eu” se perdessem
A cada novo centímetro alcançado
Conheci a solidão e os devaneios de estar só
Mas aprendi que a cada novo dia havia inúmeras possibilidades
De rostos novos e eu poderia conquistar
Com o tempo os centímetros tornaram-se pequenos
Diante de tanta transformação
Enfim era a hora de deixar meu novo “eu” desabrochar para o mundo
Deixando de lados os centímetros
Deixando sobre o chão a casca do que era eu
Meu casulo se desfez
Mas ganhei asas, algumas cores.
Múltiplos sentimentos novas ações 
E reações
Mas confesso, embora tenha todos os centímetros.
Nos momentos incertos
Em que minha inexperiência se faz presente
Retorno ao meu velho casulo
Visto-me com aquela antiga casca que um dia me acolheu
Carregada de sonhos, em um mundo somente meu.
E assim enfim me recomponho...



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