quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Noites de Sombras


As portas se fecharam
Sinto a estranheza da noite que cai
Olhares ocultos por entre a escuridão há me observar
O vento sonoro faz curva em minhas angústias
Vozes que não calam, ecoam em minha mente
E de repente não mais que de repente
Vejo meu reflexo por entre as sombras
Bailando sobre meus medos
Cantando minhas dúvidas
Gritando meus fracassos
Me sinto sem pulso
Vazia...
Completamente vazia
Enquanto minha alma inquieta
Se balança por meio entre outras
Tantas almas perdidas
Em meio a seu sarandeio
Minhas pálpebras se fecham
Lentamente as lembranças de outrora
Me veem a memória
Que cansada ainda resiste
Não posso ver a luz
Mas aprendi a driblar sorrateiramente
As noites em que minha alma
Se rende as noites de sombras
Fazendo de mim tão vazia
Nas noites de pensamentos raros
De escuridão profunda
Onde as lembranças falham
Se fazem guerreiras
Me disperso tão perto
Da lápide da escuridão
Renasço a cada noite de sombra
Que desbotam minha alma
E são neste momento quando por longos minutos
Minha alma se desprende de meu corpo
Sinto o sorriso da morte a meu lado
A frieza da escuridão
Pequenos clarões do que fui
Do que sou e do que serei
São o que me fazem voltar
A acreditar que mesmo
Sobre as sombras da noite
O silêncio das trevas
Tudo que faz parte de mim
Me fortifica.
Posso dançar seu sinistro bolero
Posso sorrir sobre seu deboche
Poderás tirar tudo de mim
Mas jamais apagara tudo que fui que sou que ainda serei
Das noites em que a escuridão me domina
E as sombras me acompanham
As lembranças se tornam meu mais doce veneno
Destilado de minha alma.


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